Goethe ou as conversas com Werther
Conversei com Werther. Há-de ser o eterno romântico perdido em bucólicas tardes. Tive-o numa qualquer manhã de verão há uns bons dez anos, mas talvez não me tivesse agradado a sua conversa. Abandonei-o então. Depois, até senti a falta dele.
Uma noite destas, de visita a uma feira do livro encontrada ao acaso em cima da mesa de um café teatro que frequento com um amigo de há séculos, reencontrei-o. Ontem perdemo-nos em conversas de madrugadas. E hoje. Amanhã talvez.


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"À noite, formo tenção de ir gozar no dia seguinte o nascer do sol, e deixo-me ficar na cama; de dia, prometo a mim próprio ir à noite desfrutar a beleza do luar, e não chego a sair do quarto. Nem sei bem para que me levanto, nem para que me deito."
Uma das conclusões com as quais mais me identifico. É extraordinária e confusa a própria vontade. Tem a força suficiente para nos fazer desejar, mas nem sempre para nos fazer cumprir esses desejos. Outras vezes faz-nos sonhar com o impossivél, e como Werther percebe isso. Uma amiga e uma inimiga!
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