sábado, maio 3

Passeio entre paredes... ou a pele

Hoje dediquei-me a passear, como esse Garrett, hoje esquecido, que dizia que num quarto também se passeava. Ele via uma nesga do Tejo.... eu, entre guindastes e antenas, a coroa de uma qualquer serra galega ou leonesa ou qualquer coisa de intermédio.
Decido-me então a viajar entre Cebolais de Cima e Sarilhos Grandes, montado num burro mirandês preto de alforges verdes. Passo por Cansado, Freixo, Barulho, Pai Torto, Chão de Maçãs, Vale da Pinta e retonho-me Às Dez... depois passeio-me por dentro. Gasto já pelo tempo que passa e pelas memórias de tempos idos. Tudo é passado. O presente é o que escrevo. O futuro, esse hoje é mais incerto, tal como o dia de sol a haver que foi engano.

2 Comments:

At sábado, 03 maio, 2008, Anonymous Alguém que te admira muito... said...

Hoje também passeio, não por textos escritos nem por essas terras de horas marcadas… mas pelas minhas memórias, que agendam as recordações mais doces do passado, e sempre presentes, porque me fazem sorrir e alegram a alma. Essas não têm lugar certo, nem hora marcada, estão comigo a toda a hora em e qualquer lugar... por isso recuso a deixá-las no passado… É certo que o futuro é incerto, mas certo é sabermos que o Sol estará todos os dias à nossa espera, desde que o queiramos receber e admirar, e não nos deixarmos cobardemente ficar presos a passear entre paredes … Meu amigo, convido-te para um passeio no parque…

 
At terça-feira, 06 maio, 2008, Blogger schumaniano said...

¿Y si mirar al pasado nos hace encontrar caminos para el futuro?

 

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