quarta-feira, janeiro 18

Um dia de sol fora de casa

A história que se segue é rigorosamente verdadeira, e porque merece ficar registada nos anais, aqui a redijo sem escapar mínimo pormenor. Peço ao leitor mais distraído que logo que termine tão interessante leitura busque de imediato e registe no seu telemóvel o contacto dos bombeiros sapadores.
Avante. Nada mais agradável que um dia de sol como o de hoje para fazer um passeio-daqueles-cujo-guia-é-a-lista-de-compras-que-temos-colada-no-frigorífico-há-mais-de-duas-semanas. E assim foi, qual homem relâmpago, saí de rompante porta fora, fecho a porta, desço de elevador e estou na rua menos movimentada desta cidade.
Começo a subir a rua e quando quero encontrar as minhas chaves, para fazer umas acrobacias interdigitais, apercebo-me da minha desgraça: para fazer tais acrobacias, tenho de descobrir uma forma de subir dois andares e abrir uma janela que seja para entrar em casa. A vulgar porta já não é um desafio, afinal todas as pessoas entram pelas portas.
Infelizmente, gastas as minhas teias de aranha, tive de me fazer passar por um simples mortal que, para entrar em casa, tem de chamar os bombeiros. E a polícia. Sim, porque é preciso que alguém me identique, não fosse eu um ladrão.
Problemas seguintes: os documentos de identificação estão em casa, contrato não há, recibos de água e luz não estão em meu nome... e dizem que os telemóveis não são úteis. Liguei à minha senhoria para que elucidasse o sr. agente. E dali a 5 minutos estava eu em casa... para escrever esta peripécia coimbrã!

1 Comments:

At quinta-feira, 26 janeiro, 2006, Blogger Rafaela said...

Essa de distraídas refere-se ao trio maravilha?
P.s. Esquece-se das chaves em casa, e nós é que somos as distraídas. :)

 

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